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Ribadeo, Praia de Las Catedrales

Chegados a Ribadeo através da Autovia del Cantábrico, visitamos a vila para depois procurarmos a Ruta de los 7 faros. Começamos por visitar o miradouro do farol da ilha Pancha, seguindo a mesma rota continuamos em direcção à praia de Las Catedrales, de verdadeiro nome Praia das Águas Santas, que deve o seu nome às suas falésias, esculpidas pelo mar e pelo vento, criando uma atmosfera de tal modo especial que é considerada uma das praias mais bonitas do mundo. Apesar dos chuviscos, visitamos a praia e caminhamos em direcção às falésias atravessando as cavernas por entre os corredores de areia e pedras.

Las pallozas de Piornedo

Em plena serra dos Ancares, encontra-se a aldeia de Piornedo, apesar de não ser a única aldeia onde podemos ver pallozas, é sem dúvida a mais famosa. Este era um dos destinos principais da viagem e uma vez lá chegados, em vez de visitar o museu etnográfico, acabamos por aceder ao convite de um habitante de entrar na sua palloza pela módica quantia de um euro por pessoa. Pelo que nos disse, estas construções pré-romanas eram até há apenas dez anos, habitadas em paralelo por seres humanos e animais. Da visita sobressai a pobreza dos tempos em que a vida do campo era a única forma de subsistência e a alma engenhosa estruturara uma construção circular, de forma a maximizar o calor para enfrentar os rígidos invernos da serra. Aqui não foram construídas lareiras, sendo o fumo filtrado pela cobertura vegetal da palloza.

Las Islas Cies

Há muito que planeava visitar as Ilhas Cies. Das inúmeras passagens por Baiona a caminho de outros destinos, ficava sempre para uma próxima vez, quando viéssemos destinados só a isso, quando marcássemos as viagens de barco com antecedência… enfim, foi sendo sempre adiado. Depois de tanto a desejar, a viagem proporcionou-se e já esfregava as mãos de contente… mas o verão tornou-se inverno, e a chuva, nada típica em Agosto fez-se sentir, agourando que ficaria de novo para outra altura. Os bilhetes já estavam pagos e a vontade era tanta que decidimos arriscar e subir ao barco que nos levaria à Ilha Norte. À medida que o barco se foi aproximando da ilha, a bruma foi dissipando e a chuva acabou por nos dar umas tréguas. Chegados à ilha, pusemos pés ao caminho aproveitando a aberta proporcionada e seguimos pelo trilho 4, até ao Faro do Peito (Monteagudo). A rota revela-se de muito baixa dificuldade, regressamos então ao ponto inicial para investir no trilho 3 do Alto del Príncipe. Todas as 4 rotas marcadas e sinalizadas das ilhas são de dificuldade bastante baixa devido à pequena dimensão das ilhas, e depois de fazer estes dois trilhos visitamos o parque de campismo, para aproveitar o tempo restante no relax. Por aqui pouco há a fazer e um fim de semana,parece ser o tempo suficiente para fazer todos os trilhos e para usufruir da badalada ilha de Rodas, considerada pelo jornal britânico The Guardian, em 2006 como a mais bela praia do mundo.
Algumas informações: O barco: No Verão o Ferry parte regularmente, demorando cerca de 30 minutos, com o preço de 18,5€ ida e volta, podendo escolher-se uma das três companhias que aqui operam: www.mardeons.com www.piratasdenabia.com www.crucerosriasbaixas.com A estadia: http://www.campingislascies.com/

Sierra de Francia - La Alberca

Há já algum tempo que andava a sonhar voltar ao monte… fazer caminho… havia lido entre os colegas blogueiros alguns relatos de uma vila medieval… habitada nos primórdios da reconquista cristã por D. Raimundo de Borgonha (tio do nosso primeiro rei) e seus compatriotas franceses que aqui se instalaram trazendo consigo os seus hábitos e a sua arquitectura que havia sido preservada até hoje, intacta, como se o tempo tivesse parado no século XII, preservadas, mas nem tanto, foram também várias pinturas rupestres da época neolítica, que revelam a que terá sido a primeira povoação deste território. Apesar de tudo isto de despertar curiosidade era algo mais que chamava por mim, situada a 1087 metros de altitude, junto à Sierra de Francia, na província de Salamanca, Espanha, a cerca de 60 Km de Vilar Formoso e a 350 km do meu lar doce lar, esta vila trazia consigo outros desafios: a descoberta da sierra, do seu cume e a beleza do seu magnífico vale. Andei meses a sonhar com ela, saquei os sempre necessários mapas, percursos pedestres da zona, montei o indispensável road book, preparei tudo em tom de surpresa, e assim que tive uns diazinhos de férias disparei a toda a força, como sedenta de quilómetros que estava… preparei tupperwares, tendas, sacos cama e outros equipamentos necessários à muito esperada aventura. Já me cansava olhar para o dito cujo no carro e não o ver avançar a todo o gás. Havia que somar quilómetros, fazer-me à estrada. Tudo a postos no carro… mala cheia, a abarrotar para dizer a verdade, pois se é pra ir não pode faltar nada, liga-se a ignição, o gps e… nada de este encontrar La Alberca! Mas como mulher prevenida vale por duas… recorri ao meu velhinho Magalhães, companheiro de tantas outras aventuras, e foi seguir viagem, rumo a mais uma descoberta.