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Day three: Encurralada!

Reza a história que a pequena vila de Curral das Freiras, afastada do mar e guardada por altas montanhas, assente num caldeirão para cuja formação não há unanimidade, serviu de refúgio às freiras do Convento de Santa Clara, que fugindo de piratas franceses luteranos que invadiram a ilha e saquearam a cidade do Funchal, para aqui trouxeram o tesouro do convento. Foi à procura desta e de outras histórias que parti hoje em direção ao coração da ilha. Outrora, seguir nesta direção implicava conduzir por uma antiga estrada estreita e serpenteante mas hoje os acessos foram melhorados e há já um túnel que desemboca diretamente na povoação. Assim parti eu em direção ao vale profundo, tendo como primeiro ponto de paragem o Pico de Barcelos, a trezentos e cinquenta e cinco metros de altitude, com vista sobre a cidade do Funchal, a seguir a este apenas um outro ponto antes de chegar ao destino final: a Eira do Serrado, onde se encontra um dos mais bonitos miradouros para contemplar a beleza  da protegida vila, lá bem no fundo, a meus pés.  Quando finalmente avistei a luz ao fundo do túnel deparei-me com uma vila bastante isolada, maioritariamente agrícola. Aqui, ainda se subsiste do que a terra produz, sobretudo da castanha, usada na cozinha típica desta região, e fruto utilizado em variadas iguarias culinárias como sopa, bolos, pudins e licores. 
 Vista para a cidade do Funchal do miradouro do Pico de Barcelos
 Miradouro do Pico de Barcelos
 Curral das Freiras, do Miradouro da Eira do Serrado
 Igreja do Curral das Freiras
 O almoço: bolo do caco com manteiga de alho e com chouriço

Após um almoço, adquirido na vila, num dos parques de merendas que o caminho para a povoação nos oferece, segui viagem a caminho do ponto mais alto da ilha acessível de carro: o Pico do Areeiro. Quando o tempo permite, daqui  avistam-se outros locais da ilha, como a Ponta de São Lourenço, o Curral das Freiras e até mesmo a ilha do Porto Santo, é claro que o tempo não permitiu e lá fiz eu uma birrinha, como uma criança a quem tiraram o rebuçado.   

 
 
 
Vistas do Pico do Areeiro
Para afogar as mágoas decidi partir em direção a terras menos nubladas e beber uma poncha de tomate na feirinha da Camacha. Já para desmoer da bebida, terminei o dia com uma passeata na Lido promenade.

Day one tour

Estar de férias tem destas coisas: calças de ganga, chinelos de dedo, relax total. Até escrever tem sido tarefa adiada, sempre suplantada por mais um sítio para ver, mais uma foto para tirar, mais um sabor para provar e menos tempo para teclar. Tudo em tempo de férias ganha um ritmo novo, e deixamo-nos ficar ao sabor do vento (que aqui na costa este parece querer dançar connosco a mais agitadas das lambadas).  A cada quilometro que o carro marca vou registando no meu diário de bordo e na minha mente os lugares e memórias dos espaços por onde vou passando.

Os produtos do dia: vinho da madeira, cerveja Coral. Bolo do caco, broas de mel e banana

A viagem de circum condução pela ilha da Madeira começou aqui na zona do Lido (Funchal), onde me encontro instalada, e seguiu em direção à costa este da ilha, depois de uma breve incursão pelas ruas velhas do Funchal lá segui pela ruazinha mais estreita que me permitisse circundar a ilha pela parte mais costeira, assim, o day one tour foi o seguinte: Garajau, Praia dos Reis Magos, Machico, Miradouro do Pico do Facho, Ponta de S. Lourenço, Prainha, Porto da Cruz, Faial, Santana e S. Jorge.

Ponta do Castelo

Depois de um dia em cheio, o jantar não podia ter sido melhor, um peixinho fresquinho: os famosos filetes de espada com mango, na Doca do Cavacas, assim como a companhia, muito bom sim senhor e recomenda-se.