Penedo das Letras - 2nd try - It really exists!!!

Finalmente... depois de muito subir pelo monte... (não sei como é que uns penedos tão grandes me podem ter passado ao lado... DUAS vezes!! É da miopia, só pode!). Lá dei com o dito calhau, firme e hirto, ou não fosse feito de granito. Se para aqui vinha D. Miguel, só posso pensar que ele de facto estava completamente apaixonado pela moçoila, e esta devia ser uma beleza rara, ou então as chatices com a sua mãe eram piores do que com a mais infernal das sogras (brincadeirinha, rsrsrsrs). Qual príncipe dos contos de fada  qual quê. D.Miguel, caros leitores, D. Miguel de Portugal. Enfrentou mato, silvas, urtigas e um batalhão de outros calhaus escondidos surrateiros pelo monte acima, ao encontro da bela donzela. E como os contos de fadas acabam sempre com um "E viveram felizes para sempre!", bem vindos à realidade: ela acaba trocando-o por um mouro!
Penedo reconhecido comecei na procura do tesourinho. Maldito GPS, sai-me tudo ao lado! Está na hora de começar a juntar tampinhas, procurar nas caricas ou nas embalagens do Presto a ver se me sai um novo. Ainda por cima, e por incrível que pareça, mugglers aqui não faltam, vêm em excursões de moto e bicicleta, afinal este ponto é fácil de encontrar (menos para mim) e cruza-se nos vários trilhos deste monte. Desisti, talvez à terceira seja de vez...



Paris em trocos, o custo do meu romantic weekend


Voo
E o prémio para a companhia aérea mais barata possível para a data, marcado em cima do joelho, e depois de usar todos os motores de busca conhecidos, vai para: Raynair, direto a Beauvais.
Custo: 80 euros/pp

Aluguer do carro + Gasóleo
Mais uma vez a procura do veículo fez-se pelo: http://www.ealuguerdecarros.pt/. A empresa com preços mais convidativos foi a www.sixt.com/, apresentando um Volkswagen Polo, que afinal era um Citroen Berlingo, pela módica quantia de:
Custo do aluguer: 60 euros/2 dias (15 euros/pp)
Custo do gasóleo para toda a estadia: 50 euros (12,5 euros/pp)

Estadia
A oferta de estadia em Paris é imensa, escolher não é fácil, a escolha recaiu num hotel de três estrelas, a alguns quilómetros da cidade, o Premier Classe, que de primeira classe tem apenas isso, o nome.
Custo do quarto de casal/2 noites: 75euros (37 euros/pp)

Refeições
Comer bom e barato em Paris não é tarefa fácil. No entanto, em apenas dois dias é possível alternar entre umas sandochas de baguete fresquinha numa das muitas boulangeries, um romântico picnic num dos muitos e belos jardins (ou no lago, como foi o meu caso), e algumas refeições quentes, sobretudo ao jantar.
Custo médio por dia: 30 euros/pp (60 euros/pp/2 dias)

Entradas  nas atrações

Torre Eiffel
Custo do bilhete de elevador para o piso superior: 14 euro/pp
Este valor corresponde ao bilhete mais caro. Tem sempre a opção de subir uma parte, ou a totalidade, a pé, os preços são mais acessíveis.

Viagem de barco pelo rio Sena (Les Vedettes de Paris)
Custo do bilhete: 12 euros/pp

Palácio de Versalhes:
Custo do bilhete: 15 euros/pp

Total: 245,5 euros/pp

Vive la baguette!!!

Imagens como esta são comuns de ver em França. Em cada esquina das ruas parisienses encontramos as tradicionais boulengeries… nas suas montras, perfeitamente organizadas, desfilam variadíssimos tipos de pão. A rainha é sem dúvida a Baguette.
A receita original, de francesa tem pouco. Esta foi levada para França por Marie Antoinette, que era austríaca, pelas mãos dos seus padeiros que usavam a chamada técnica poolish. Segue então a dita receita, para quem é fiel à tradição.

Ingredientes para a massa poolish:
170 g de farinha T65;
170 g de água;
2 g de fermento.
Para a restante massa:
330 g de farinha T65;
180 g de água (a 30 ° C);
12 g de sal;
4 g de fermento.

Comece por preparar o poolish entre 10 a 12 h antes de fazer a massa. Para isso, dissolva o fermento em água e misture-a com uma colher de à farinha até obter uma mistura homogénea. Cubra esta massa com plástico e deixar repousar.
Depois do tempo passado, faça a massa da baguete, dissolvendo o fermento em água morna.
Misture agora todos os ingredientes e também o poolish e amasse a massa à mão durante 15 minutos ou então use a máquina. Deixe a massa repousar por uma hora num recipiente coberto com pano húmido. Findo esse tempo, Dobre a massa para retirar o ar e depois dividia em 3 partes iguais e deixe a massa descansar por mais 15 minutos.
Modele cada tira de massa e dobre-a sobre si mesma. Em seguida, role a massa para esticá-la. Coloque sobre um pano enfarinhado e deixe descansar, coberta cerca de uma hora e meia.   Coloque no forno um recipiente com água quente e pré-aqueça a 250 ° C, o vapor de água é necessária para cozer pão e para o deixar com uma crosta crocante. Coloque a massa numa assadeira enfarinhada e incise-os com uma lâmina de barbear.
Coza as baguettes a 250 ° C durante 3 minutos, em seguida, reduza o forno a 240 ° C durante 30 a 35 minutos.
Verifica-se que está cozido quando ganha cor e soa oco quando se bate no pão. Deixe arrefecer sob uma base de arame antes de servir.

Dimanche à paris – 3 éme jour

Domingo, 15 de abril de 2012

Jogging no Bosque de Bolonha
Domingo, em Paris, dia de passear de mão dada pelo fabuloso Bois de Bologne. Cumprimentam-nos os patinhos do lago e os imensos joggers que por nós vão passando, e vamos gozando do nosso passeio matinal pelo pulmão da França. Imagino a dor de Callas que aqui vinha após a sua separação de Onassis, sinto-me solidária mas sigo impreterivelmente na direcção oposta.
Restaurante Babalou, em Montmartre
O fim do fim-de-semana está a aproximar-se sem pressas, tranquilamente absorvemos as últimas experiências. Almoçamos nas proximidades da nossa seguinte visita num restaurante singular, entre o vintage e recycling. E ali nos deixamos ficar com a desculpa de ganhar coragem para enfrentar o frio que nos esperava na visita ao Sacré Coeur, ali mesmo no topo do Montmartre, o monte dos mártires, ponto mais alto da cidade. Entramos durante a eucaristia, e já lá dentro, não pudemos voltar atrás, o único caminho a seguir é em frente.
Sacré Coeur
Apesar da imposição, a visita revelou-se interessante, ao som do órgão de tubos finos. No exterior, a vista sobre a cidade é impressionante, assim como a mescla de culturas e o movimento que se faz sentir. Aqui convive pacificamente o passado com o presente, o religioso com o ateu. Se no interior da basílica o som é majestosamente provido por ancestrais órgãos, nas escadarias que lhe dão acesso, tomam lugar no palco improvisado das escadarias cantores de rua e dj´s com os seus rádios portáteis. No boémio bairro das proximidades, encontramos outros artistas de rua, estes oferecem os seus serviços, retratando os transeuntes que não resistem à tentação de trazer um souvenir personalizado da terra do Sarkozy. Extraordinária a capacidade de muitos, de em 10 minutos, conseguir captar a essência de cada um, as expressões, os defeitos e qualidades. Trés bien!
Artistas de rua, Montmartre
Antes de abandonar a cidade ainda a incursão pelas lojas de souvenirs em busca da lembrança perfeita, mas é difícil chegar à perfeição.
Dirigimo-nos a Beauvais para apreciar a última refeição da viagem e apanhar o avião. A viagem acabou e com ela chega a certeza de finalmente ter entendido o encanto da capital do amor. Finalmente compreendi que a beleza da capital, não está só nos seus belíssimos monumentos, na sua indiscutível história, na majestosa grandiosidade… a sua beleza está na tranquilidade que a absorvemos, na serenidade em que a bebemos, como um licor precioso que se degusta calmamente com pena, como da viagem, que termine.

Paris, la ville d'amour!


Fim de semana romântico à Paris - 2 éme jour

Pormenor dos jardins de Versailles
Sábado, 14 de abril de 2012
Depois de um revitalizante pequeno-almoço no hotel, partimos à redescoberta de Paris. Já cá havia estado duas vezes e confesso que em nenhuma das vezes anteriores encontrei o brilho parisiense da cidade luz. Para visitar Paris é preciso estar-se apaixonado. Se pretende visitar esta cidade, espere para visitá-la na companhia do seu amor, vai ver, que como eu, vai finalmente encontrar a sua magia. Como eu ia dizendo, lá partimos os quatro estarolas a caminho de Paris. Antes de chegar à Île, passamos por Versalhes, coisa que nunca havia feito, (condicionante de quem viaja de avião e fica apenas no centro da cidade, vá por mim, alugue um carro!), para visitar os seus magníficos jardins.


Palácio de Versailles
Aqui, para além de se respirar os aromas das várias flores, respira-se também história a cada canto e recanto do palácio, imaginam-se os passeios de Napoleão ou mesmo de Marie Antoinet aqui desfrutados  e ouvem-se os concertos harmoniosamente orquestrados entre as cores primaveris. Entretanto abre-se o apetite para o almoço.
Vista sobre o palácio, visto do lago da Piéce de l'eaux des Suisses

O amor anda no ar, e no lago...
 Vedettes de Paris, companhia escolhida para o passeio sobre o Sena
Torre Eiffel
 E, como em "França faz como os franceses", juntamo-nos aos vários grupos que picnicavam junto ao lago na Piéce de l'eaux des Suisses, mesmo em frente aos jardins palacianos. Manhã passada, seguimos para o centro de Paris, e como o fim de semana é curto para conhecer toda a cidade, decidimos usufruir tranquilamente de um passeio de barco pelo rio Sena, espreitando aqui e ali alguns edifícios históricos da cidade. À saída, mesmo em frente à Torre Eiffel, desistimos da sua subida tal eram as filas para a sua ascensão. O fato de só terem um dos elevadores em funcionamento também ajudou à festa, não fossem as filas já normalmente serem impeditivas.
Le Grand Arch, em La Defense, alinhado pelo Arco do Triunfo
Depois da parte antiga, fomos conhecer a parte mais moderna da cidade: La Defense, o maior centro financeiro do país, que abriga alguns dos maiores edifícios de Paris. Passeamos pelos monumentais arranha-céus, e aproveitamos para jantar no centro comercial. Mais uma vez tive a oportunidade de provar a "simpatia" parisiense, e o atendimento "vip", de um funcionário "atencioso".


Torre Eiffel, vista noturna
Com o cair da noite, voltamos ao centro, onde o movimento e a agitação ganham novas cores com o acender das luzes da torre outrora mais alta de Paris. É fascinante ver o seu pisca-pisca intermitente, observar a cidade toda iluminada e... a densa fila, que mesmo com o frio que se faz sentir, se aglomera junto à torre. De novo, fizemos marcha atrás e continuamos no passeio pela cidade, partilhando da mesma animação vivida junto à Rua Augusta, onde se situam os mais famosos cabarés como o Moulin Rouge, o LIDO e o Crazy Worse.
A imagem fala por si, a multidão aguarda para ver o can-can
Ofuscados com os neons, voltamos ao hotel para o mericidíssimo descanso... ou não! A euforia vivida no quarto ao lado só permitiu a chegada do João Pestana depois das 3h da madrugada. Haja energia!




Bonjour Paris!!!

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