
Finalmente... depois de muito subir pelo monte... (não sei como é que uns penedos tão grandes me podem ter passado ao lado... DUAS vezes!! É da miopia, só pode!). Lá dei com o dito calhau, firme e hirto, ou não fosse feito de granito. Se para aqui vinha D. Miguel, só posso pensar que ele de facto estava completamente apaixonado pela moçoila, e esta devia ser uma beleza rara, ou então as chatices com a sua mãe eram piores do que com a mais infernal das sogras (brincadeirinha, rsrsrsrs). Qual príncipe dos contos de fada qual quê. D.Miguel, caros leitores, D. Miguel de Portugal. Enfrentou mato, silvas, urtigas e um batalhão de outros calhaus escondidos surrateiros pelo monte acima, ao encontro da bela donzela. E como os contos de fadas acabam sempre com um "E viveram felizes para sempre!", bem vindos à realidade: ela acaba trocando-o por um mouro!
Penedo reconhecido comecei na procura do tesourinho. Maldito GPS, sai-me tudo ao lado! Está na hora de começar a juntar tampinhas, procurar nas caricas ou nas embalagens do Presto a ver se me sai um novo. Ainda por cima, e por incrível que pareça, mugglers aqui não faltam, vêm em excursões de moto e bicicleta, afinal este ponto é fácil de encontrar (menos para mim) e cruza-se nos vários trilhos deste monte. Desisti, talvez à terceira seja de vez...
Imagens como esta são comuns de ver em França. Em cada esquina das ruas parisienses encontramos as tradicionais boulengeries… nas suas montras, perfeitamente organizadas, desfilam variadíssimos tipos de pão. A rainha é sem dúvida a Baguette.
A receita original, de francesa tem pouco. Esta foi levada para França por Marie Antoinette, que era austríaca, pelas mãos dos seus padeiros que usavam a chamada técnica poolish. Segue então a dita receita, para quem é fiel à tradição.
Ingredientes para a massa poolish:
170 g de farinha T65;
170 g de água;
2 g de fermento.
Para a restante massa:
330 g de farinha T65;
180 g de água (a 30 ° C);
12 g de sal;
4 g de fermento.
Comece por preparar o poolish entre 10 a 12 h antes de fazer a massa. Para isso, dissolva o fermento em água e misture-a com uma colher de à farinha até obter uma mistura homogénea. Cubra esta massa com plástico e deixar repousar.
Depois do tempo passado, faça a massa da baguete, dissolvendo o fermento em água morna.
Misture agora todos os ingredientes e também o poolish e amasse a massa à mão durante 15 minutos ou então use a máquina. Deixe a massa repousar por uma hora num recipiente coberto com pano húmido. Findo esse tempo, Dobre a massa para retirar o ar e depois dividia em 3 partes iguais e deixe a massa descansar por mais 15 minutos.
Modele cada tira de massa e dobre-a sobre si mesma. Em seguida, role a massa para esticá-la. Coloque sobre um pano enfarinhado e deixe descansar, coberta cerca de uma hora e meia. Coloque no forno um recipiente com água quente e pré-aqueça a 250 ° C, o vapor de água é necessária para cozer pão e para o deixar com uma crosta crocante. Coloque a massa numa assadeira enfarinhada e incise-os com uma lâmina de barbear.
Coza as baguettes a 250 ° C durante 3 minutos, em seguida, reduza o forno a 240 ° C durante 30 a 35 minutos.
Verifica-se que está cozido quando ganha cor e soa oco quando se bate no pão. Deixe arrefecer sob uma base de arame antes de servir.
Domingo, 15 de abril de 2012
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| Jogging no Bosque de Bolonha |
Domingo, em Paris, dia de passear de mão dada pelo fabuloso Bois de Bologne. Cumprimentam-nos os patinhos do lago e os imensos joggers que por nós vão passando, e vamos gozando do nosso passeio matinal pelo pulmão da França. Imagino a dor de Callas que aqui vinha após a sua separação de Onassis, sinto-me solidária mas sigo impreterivelmente na direcção oposta.
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| Restaurante Babalou, em Montmartre |
O fim do fim-de-semana está a aproximar-se sem pressas, tranquilamente absorvemos as últimas experiências. Almoçamos nas proximidades da nossa seguinte visita num restaurante singular, entre o vintage e recycling. E ali nos deixamos ficar com a desculpa de ganhar coragem para enfrentar o frio que nos esperava na visita ao Sacré Coeur, ali mesmo no topo do Montmartre, o monte dos mártires, ponto mais alto da cidade. Entramos durante a eucaristia, e já lá dentro, não pudemos voltar atrás, o único caminho a seguir é em frente.
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| Sacré Coeur |
Apesar da imposição, a visita revelou-se interessante, ao som do órgão de tubos finos. No exterior, a vista sobre a cidade é impressionante, assim como a mescla de culturas e o movimento que se faz sentir. Aqui convive pacificamente o passado com o presente, o religioso com o ateu. Se no interior da basílica o som é majestosamente provido por ancestrais órgãos, nas escadarias que lhe dão acesso, tomam lugar no palco improvisado das escadarias cantores de rua e dj´s com os seus rádios portáteis. No boémio bairro das proximidades, encontramos outros artistas de rua, estes oferecem os seus serviços, retratando os transeuntes que não resistem à tentação de trazer um souvenir personalizado da terra do Sarkozy. Extraordinária a capacidade de muitos, de em 10 minutos, conseguir captar a essência de cada um, as expressões, os defeitos e qualidades. Trés bien!
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| Artistas de rua, Montmartre |
Antes de abandonar a cidade ainda a incursão pelas lojas de souvenirs em busca da lembrança perfeita, mas é difícil chegar à perfeição.
Dirigimo-nos a Beauvais para apreciar a última refeição da viagem e apanhar o avião. A viagem acabou e com ela chega a certeza de finalmente ter entendido o encanto da capital do amor. Finalmente compreendi que a beleza da capital, não está só nos seus belíssimos monumentos, na sua indiscutível história, na majestosa grandiosidade… a sua beleza está na tranquilidade que a absorvemos, na serenidade em que a bebemos, como um licor precioso que se degusta calmamente com pena, como da viagem, que termine.
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